Durante a coletiva de imprensa de apresentação de Clandestinos, o Sonho Começou, que acontece nesta segunda-feira, 18, no Rio de Janeiro, os jovens atores falam sobre seus papéis e as dificuldades do início da carreira. A nova série da Rede Globo, que tem estreia prevista para 4 de novembro, traça o perfil de iniciantes no teatro que, motivados por seus sonhos, vieram de diferentes locais do Brasil para tentar a sorte na peça de Fábio (Fábio Enriquez). Os personagens levam o mesmo nome dos atores que os interpretam, deixando ainda mais tênue a definição do que é real e do que é ficcional na série.
João Falcão se inspirou em pessoas que sonhavam com a oportunidade de serem atores (Foto: Divulgação TV Globo)- Muitas pessoas que sonham com uma oportunidade no Brasil inteiro. E eu sei bem o que é isso. Nos anos 60 eu vim pra cá e quando cheguei aqui eu não era ninguém. Eu não dei certo, voltei para a minha terra e continuei a minha vida por lá. Por isso que eu resolvi fazer um trabalho sobre essa batalha. Eu me impressiono por essas pessoas não desistirem da carreira de artista, é quase um sacerdócio, uma religião.
Adelaide de Castro veio para o Rio de Janeiro com 18 anos (Foto: Divulgação TV Globo)- Está sendo muito mágico. Eu vim para o Rio só com 18 anos para fazer o teste para a peça. Foi a primeira vez que eu participei de uma peça profissionalmente. E agora veio o seriado que ainda é muito mais incrível. Entrei no teatro pela primeira vez e me assustei com aquela luz. Agora, eu tenho a oportunidade de mostrar isso para muita gente, o que é mais fantástico ainda.
Adelaide de Castro conta sobre suas semelhanças com a personagem:
- Nem tudo que está na personagem é realmente real porque o João Falcão usou histórias de todo mundo como inspiração. Ele misturou as histórias. Eu também sou cheia de sonhos e acreditava que tudo acontecia aqui no Rio mesmo. Também vim de uma família muito humilde. Eu realmente tocava saxofone em enterros, como a personagem (risos).
As gêmeas Michelle e Giselle Batista enfrentam o dilema de deixarem de ser 'a mesma pessoa' (Foto: Divulgação TV Globo)- Tem o sonho de querer viver da arte, o que é muito difícil. A amizade e o carinho que existe entre nós duas, a gente joga sempre junto e para mim é um luxo fazer parte desse projeto com a minha irmã. Passar tanto tempo ao lado deles (da equipe) faz a gente acabar virando uma família.
A atriz fala ainda sobre sua expectativa para Clandestinos:
- Primeiro, que a peça bombe, que faça fila no teatro e que esse seriado sirva para fomentar o nosso trabalho no palco porque eu acho genial o poder da TV de atingir um grande número de pessoas.
Já Michelle conta detalhes sobre a personagem:
- O nosso personagem mudou muito porque no palco é um personagem muito mais lúdico, que meio que se divide. Já no seriado, nós somos duas.
Pedro Gracindo, Renata Guida e Marcela Coelho também estão na nova série (Foto: Divulgação TV Globo)- Faço personagens diferentes na peça e no programa. A história do personagem é muito diferente da minha história na vida real. No seriado, meu personagem tem um filho e eu não tenho. O que tem em comum é que os dois vêm de família de artistas. Não dá para esconder, tá no meu sobrenome. Sou um estreante como o meu personagem porque, embora eu tenha feito muitas peças de teatro, atuar na TV foi muito difícil. Eu tiro o chapéu para todos os atores de TV.
Hugo Leão ressalta que a personalidade deHugo é muito forte(Foto: Divulgação TV Globo)
- Eu adoraria que a histórias do Hugo fossem as minhas histórias. É um personagem muito forte, com muita personalidade.
O baiano Emiliano (Emiliano D’Ávila) é fã de Wagner Moura e Daniela Mercury e sabe fazer de tudo um pouco: dança axé, joga capoeira e mexe com as mulheres como ninguém. Sobre as semelhanças com o personagem, Emiliano D'Ávila confirma sua simpatia natural:
- O que nós temos em comum é que os dois são baianos e que o João tirou de mim a energia, a simpatia, essa coisa de falar com todo mundo.
Emiliano conta ainda que gostou da experiência de fazer TV:
- A experiência de fazer TV foi boa. A câmera atrapalha um pouco a minha liberdade como ator, mas para mim isso não importa. O importante é fazer um bom trabalho, seja ele na TV, no cinema ou no teatro.
Marcela Coelho passou dois meses mandando relatos de sua vida para João Falcão (Foto: Divulgação TV Globo)- Eu passei quase dois meses mandando relatos sobre a minha vida para o João escrever. Os meus sonhos e os sonhos da minha personagem são iguais e o João deu um jeito de realizar os meus sonhos em um clipe em que eu me torno uma estrela de cinema.
Uma das surpresas do enredo é o reaparecimento de Luana (Luana Martau), que foi apresentadora mirim de um programa de TV quando tinha 11 anos e dividia o palco com alguns meninos, um deles era o Fábio (Fábio Enriquez). Desequilibrada, ela culpa-o pelo declínio de sua carreira que começou no dia em que ele recusou o convite para ser seu par, ao vivo, no programa infantil. Luana Martau, que atuou como a Patrícia em Cama de Gato, destaca detalhes da atual personagem:
- A personagem é uma ex-artista mirim que fez muito sucesso até se envolver em um escândalo. Ela maltratava as pessoas que trabalhavam com ela. Agora ela quer limpar essa imagem do passado e mostrar que é uma boa atriz.Uma das surpresas do enredo é o reaparecimento de Luana (Luana Martau), que foi apresentadora mirim de um programa de TV quando tinha 11 anos e dividia o palco com alguns meninos, um deles era o Fábio (Fábio Enriquez). Desequilibrada, ela culpa-o pelo declínio de sua carreira que começou no dia em que ele recusou o convite para ser seu par, ao vivo, no programa infantil. Luana Martau, que atuou como a Patrícia em Cama de Gato, destaca detalhes da atual personagem:
Um dos testes nada convencionais em Clandestinos é o de Alejandro (Alejandro Claveaux), que se incomoda por, após interpretar um modelo em uma novela, ter ficado estereotipado pelo público. Ele é capaz de fingir ser gago e até mesmo forjar uma amnésia para provar a Fábio (Fábio Enriquez) e Elisa (Elisa Pinheiro) que não é ator de um papel só. Alejandro Claveaux defende o personagem:
- Na história, ele é estigmatizado porque fez um papel em que era um modelo. Para provar para o produtor que ele é um bom ator, no teste, ele interpreta um gago, depois ele vira gay, depois vira um argentino, depois um macaco, depois ele revela que fez isso tudo porque é um bom ator. Estou torcendo muito para uma segunda temporada.
Alejandro (Alejandro Claveaux) teve um teste nada convencional (Foto: Divulgação TV Globo)- Eu não sei o que vai acontecer a partir de agora. Nunca me comuniquei com tantas pessoas. O diálogo na TV é muito diferente. Existe um "delay". Você não recebe uma resposta imediata. Comunica-se e espera a repercussão.
Ao longo dos episódios, a causa negra também será abordada pelo personagem Junior (Junior Vieira), jovem ator negro, filho de diplomata. O intérprete, Junior Vieira, explica:
- Meu personagem defende a causa negra bem consciente dos direitos, mas meio enlouquecido e fixado nessa questão do racismo. O personagem vai ter um final bem revelador relacionado a crítica social, mas eu não posso revelar agora.
Clandestinos conta também a história da nordestina não assumida Chandelly (Chandelly Braz), que vem para o Rio sonhando com o sucesso e acredita que só aprendendo o sotaque carioca vai conseguir seu espaço como atriz. Chandelly Braz separa as diferenças entre ela e a personagem:
- A minha vontade é de ser, além de atriz, artista, o que é diferente. De repente, a personagem não está ligando muito para isso, não. Ela só quer o glamour. Para mim, fazer a peça já é concretizar um sonho. Poder ver esse resultado em um trabalho artístico na TV é melhor ainda. É bom que a galera veja o que está por trás de todo o glamour.
A personagem Deborah (Deborah Wood) sonha em interpretar a mocinha, já que está cansada de fazer o papel de gordinha hilária. A atriz conta que teve que emagrecer para viver a personagem:
- O João pediu para eu emagrecer para o papel. Inicialmente, eu perdi 20 quilos para poder fazer Clandestinos na TV. Depois, eu me empolguei tanto, que acabei perdendo mais 20. Esse é o primeiro trabalho de visibilidade que eu faço e ele me deixa muito feliz, porque veio do teatro, que é o que eu amo.
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