quarta-feira, 18 de maio de 2011

MOMENTO DE RELEMBRAR:




  • Tensão e suspense prendiam a atenção em "As Noivas de Copacabana"
  • Miguel Falabella é mais conhecido por seus papéis cômicos, mas também se destacou como assassino. O ator foi o protagonista da minissérie “As Noivas de Copacabana”, exibida em 1992 na Globo. E o rostinho angelical de seu personagem, Donato Menezes, seduziu muitas moças durante os 16 capítulos da trama. 

    De professora suburbana a socialite, ele seguia o mesmo ritual. Assim que as conquistava, pedia que se vestissem de noiva na hora do sexo. E para atingir o orgasmo, matava uma a uma estrangulada. E como Donato conseguia suas vítimas? Procurava nos classificados os anúncios de vestidos de noivas, fazendo com que as donas deles caíssem em sua lábia.

  • Ao mesmo tempo, ele era noivo de Cinara (Patrícia Pillar), com quem a princípio não se relacionava sexualmente. Sua vida era acima de qualquer suspeita: carinhoso com a tia Eulália (Yara Lins), tratava bem o amigo Paulão (Ricardo Petraglia)... No dia a dia bancava o bom moço.

    O único que via ligação entre os assassinatos em série e Donato era o detetive França (Reginaldo Faria), que teve a idéia de usar a amante, Leiloca (Branca de Camargo) como isca para prendê-lo. O plano dá parcialmente certo: ela anuncia um vestido no jornal, os dois se envolvem, e o psicopata é preso e levado a julgamento. Mas, por falta de provas, é liberado. 

    O motivo que o faz ter esse comportamento é revelado: quando era noivo de Helena (Lala Deheinzelin), ele descobriu às vésperas do casamento que ela havia se apaixonado por outro e tentou matá-la, enquanto ela experimentava o vestido. Helena conseguiu fugir, mas Donato prometeu que acabaria com a vida dela. 

  • Fora da cadeia, o maníaco transa com Cinara e a pede em casamento. Dias antes dos dois subirem ao altar, Helena descobre pelo jornal (sim, se fizessem um remake tudo seria pela internet nos dias de hoje) e avisa o detetive França. Cinara combina de Helena aparecer na noite de núpcias vestida de noiva, para que Donato se descontrole. Ao tentar matá-la, ele é preso novamente, pois a polícia já havia sido avisada. 

    Um ano depois da condenação, Donato é enviado a um manicômio judiciário e foge, voltando a circular com uma caneta anúncios de jornal e a colocar em prática o que mais gostava de fazer: seduzir e matar as noivas de Copacabana. 

    Dias Gomes conseguiu criar uma história envolvente e movimentada, baseando-se em uma matéria sobre o caso de Heraldo Madureira, de Niterói (RJ), que assassinava suas vítimas vestidas de noiva. Na vida real, o condenado fugiu do manicômio judiciário onde estava preso. O autor conseguiu elaborar o roteiro sem as costumeiras acusações de plágio que vira e mexe viriam a pipocar nos bastidores da TV desde o fim dos anos 90.

  • O elenco contava com Christiane Torloni, Hugo Carvana, Marieta Severo, Raul Cortez, Marcelo Faria, Zezé Polessa, Milton Gonçalves e Tássia Camargo, entre outros. Na versão internacional, que foi vendida para cerca de 20 países como Canadá, Finlândia, Bolívia e Romênia, o final foi mudado. Donato termina na cadeia, ao invés de fugir. 

    A minissérie ganhou duas reprises, em 1995 e 1998, em versões compactadas. O DVD com a edição de 95, em 8 capítulos, ainda pode ser encontrado nas lojas. Outra forma de matar a saudade é torcer para que “As Noivas de Copacabana” esteja na lista das próximas reprises do canal Viva. Como já reprisaram “Sex Appeal”, feita no ano seguinte, e “Desejo”, que é mais antiga (1990), não é impossível que aconteça.

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