A moda agora é fazer remakes. Vira e mexe estamos assistindo na televisão uma adaptação de um clássico, e muitas vezes nem sabemos. As perguntas são: Por que os remakes chamam mais atenção do que as tramas inéditas? Vale a pena investir em remakes e dar as costas a novas novelas, com novos conflitos, romances e tensões?
Mas o que é um remake? É quando se produz novamente uma história já conhecida do público e que já tivera uma produção anterior. Partindo do princípio que na TV nada se cria, então é melhor refazer do que fazer. Copiar do que criar. Mas será mesmo que sucessivos remakes de novelas são reflexos de uma carência de criatividade dos veteranos autores? Será que a TV brasileira não está investindo adequadamente em autores da nova geração que poderão trazer novas idéias, uma nova linguagem na TV e consequentemente uma conquista maior de um publico que anda migrando para a TV a cabo e internet?
E não é só no panorama televisivo brasileiro que isso é notável. Em Hollywood essa moda também pegou. Eles estão investindo pesado em remakes de filmes que fracassaram no passado. Segundo Barry Norman, um dos mais conhecidos críticos do cinema mundial, só faz sentido realizar um trabalho desse tipo, se você tem condições de fazer melhor do que já foi feito. Até porque o grande risco a ser corrido por um remake, é o fato de poder manchar a obra original. Beatriz Segall, que viveu o papel da inesquecível Odete Roitman, disse que a Globo, ou a televisão, como um todo, não tem elenco para fazer um bom remake de “Vale Tudo”. O que ela quis dizer com isso?
Quando autores e emissoras resolvem buscar a esperança de um bom futuro no passado, significa que o presente não está muito bem.
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