A direção da emissora decidiu exibir o programa somente até dezembro. A partir de janeiro, na faixa das 19h, será substituído por documentários.
O Login era um dos programas que acabariam em agosto, por não agradar à nova administração da TV Cultura, presidida por João Sayad, como antecipou este blog. Mas foi mantido no ar após a repercussão negativa do fim do Manos e Minas, única atração da TV brasileira voltada para a cultura da periferia.
O encerramento do Manos e Minas gerou protestos de rappers como Mano Brown, do Racionais MC’s. A direção da Cultura voltou atrás no dia em que uma manifestação, na Assembleia Legislativa, protestaria contra o fim do programa.
Temendo eventuais prejuízos para as campanhas de José Serra e Geraldo Alckmin, do PSDB, a emissora adiou as mudanças, que previam demissões e terceirização de produções.
O programa vinha se esforçando por um conteúdo mais competitivo, entrevistando em estúdio personalidades de prestígio entre o público jovem, entre eles Rafael Cortez (CQC), Eduardo Sterblitch (Pânico na TV) e os esportistas Christian Fittipaldi e Rodrigo Minotauro.
Em outubro, com 0,6 ponto de média no Ibope da Grande SP, teve mais audiência do que os renovados Metrópolis (0,5) e Jornal da Cultura (0,5), com média de 0,6. Na última quarta e quinta, obteve médias de 1,1 ponto.
Cachê irrisório adia Manos e Minas
A Cultura terá que adiar a volta do Manos e Minas, marcada para o próximo sábado, 20. A emissora não conseguiu gravar os dois primeiros programas no último sábado, como queria.
Nas vésperas da gravação, os cenógrafos da emissora tiveram problemas com o projeto de cenário previamente aprovado. A atração também perdeu sua banda residente, o coletivo Instituto. Os músicos não aceitaram o cachê oferecido, de irrisórios R$ 50 por programa.
Na nova fase, o Manos e Minas será apresentado por Max B.O. e Anelis Assumpção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário